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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

CUNHA PASSA POR EXAMES NO IML E DIZ QUE SUA PRISÃO É "ABSURDA"

20/10/2016 - O ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) chegou ao IML (Instituto Médico Legal) de Curitiba por volta das 10h desta quinta-feira (20) para realização de exame de corpo de delito. Ao deixar o local, oito minutos depois, ele voltou a classificar a sua prisão como "absurda".

"Isso [me prender] é uma decisão absurda", disse em sua primeira fala após ser preso. Ontem, logo após a sua detenção, Cunha usou a mesma expressão em um post em seu perfil no Facebook. Ao descer do carro quando chegou ao IML, Cunha disse apenas "um bom dia para vocês [jornalistas]".

Dentro do prédio onde Cunha passou por exames, funcionários relataram à reportagem que foram proibidos de fazer fotos e vídeos do ex-deputado, que estava de terno e sem algemas (como é padrão com os presos da Lava Jato).

Cunha deixa o IML após passar por exames

De um prédio vizinho, populares gritaram a expressão "Tchau, querido!" a Cunha --ironia à mesma expressão usada pelos apoiadores do impeachment de Dilma Rousseff. Alguns, da calçada, também gritaram ao ex-deputado: "Entrega todo mundo".

Réu na Operação Lava Jato, o peemedebista foi preso ontem quando desocupava o apartamento funcional, em Brasília, mais de um mês após a cassação de seu mandato pela Câmara.

Ao contrário da chegada à PF ontem, quando houve a presença de manifestantes e até hostilidades contra os advogados do ex-deputado, hoje, no IML, não houve protestos. Houve confusão, porém, por conta do movimento de cinegrafistas e fotógrafos.


Após o exame, Cunha será levado de volta à carceragem da PF, onde não há, por ora, previsão de tomada de depoimento do ex-deputado --uma vez que a prisão dele é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado.

ENTENDA O QUE LEVOU EDUARDO CUNHA À PRISÃO

Cunha passou a noite em uma cela isolada da carceragem na Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense, onde ficam também outros presos da Lava jato, como o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, o ex-ministro Antônio Palocci e o doleiro Alberto Yousseff.

Segundo o jornal "Folha de S.Paulo", Cunha foi isolado dos demais detidos da Lava Jato. Principalmente dos delatores que o envolvem em seus acordos, como Marcelo Odebrecht, que negocia colaboração premiada, e o ex-deputado Pedro Corrêa, que aguarda a homologação de seu acordo.

Na sede da PF do Paraná há duas alas, cada uma com três celas. Cunha ficou na ala oposta a dos seus delatores, mas na mesma de Palocci.

No entanto, eles estão em celas distintas e proibidos de ter contato, inclusive no banho de sol.

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