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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

SEM MEDO DE SE POSICIONAR, RONAN FAZ RACISMO SER DISCUTINDO NO 'BBB'

Até aqui, ele reina: após polêmica envolvendo bucha de cozinha controversa, brother desponta como grande favorito no reality22/01/2016 - Em dois dias, eis que surge um robusto favorito no “Big Brother Brasil 16”. Pobre, negro e dono de uma história que inclui a perda dos pais aos 4 anos e um período como morador de rua — situações das quais ele ainda não citou para os colegas do reality —, Ronan foi um dos assuntos mais comentados ontem nas redes sociais. Ao se deparar com uma esponja de louças em formato de um boneco negro, numa alusão ao cabelo black power, o estudante de Filosofia bradou: “Por que tem que ser um negro? Isso aqui não vai ser usado para lavar nada”. Em seguida, o brother atribuiu novas funções ao utensílio encontrado na cozinha, de enfeite de mesa a microfone. E até batizou o polêmico objeto: Will.
— Essa atitude é completamente ele. Por tudo o que viveu, Ronan sempre foi engajado. Não há nada de diferente ali do que ele realmente é. Em todo lugar que vai, ele consegue popularidade. Ronan é muito brincalhão! — afirma a irmã do curitibano, Nívea, que ainda assimila a enxurrada de admiradores conquistada rapidamente pelo rapaz: — Não tive nem tempo de ler tudo.
Causa da discórdia: utensílio de cozinha para lavar louça alimentou polêmica nas redes sociais
Amigo do participante, com o qual mora junto, o estudante Bruno Strapsson dá um palpite sobre o sucesso do colega: o brother defende opiniões sem apelar para frases inflamadas.
— Ronan sempre foi uma pessoa muito humana. Não é uma questão de bandeira que ele levanta. Ele não é militante. Apenas defende o direito humano — conta, lembrando que o amigo já conseguiu até convencer os outros participantes com argumentos favoráveis a cotas raciais.


Em comunicado, TV Globo ressaltou que o objeto faz parte de uma coleção: os outros modelos serão colocados na casa aos poucosO que o brother não imagina é que, antes mesmo de ele dar um novo uso à bucha, fora da casa parte do público já criticava o objeto. Para a TV Globo, essa repercussão nas redes sociais não representa um problema. Procurada, a emissora frisou que o objeto faz parte de uma coleção inspirada “em ícones de gerações e culturas diversas, como uma moça descolada dos anos 60, um soldado da guarda inglesa e até a própria Rainha Elizabeth”. Para interromper novas acusações de racismo, avisou: “Os outros modelos serão colocados na casa aos poucos, ao longo da temporada do programa”.
A voz do povo, porém, fala alto. E mobiliza até artistas, inspiradas pelo curitibano que abandonou um ano de estudo no México para se confinar.
— É preciso que a gente ponha o assunto na mesa. O Brasil precisa tocar nesse tema, que é o racismo — sentencia a atriz e poeta Elisa Lucinda.



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