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sábado, 5 de dezembro de 2015

PM ACUSADO DA MORTE DE CINCO JOVENS CAI EM CONTRADIÇÃO COM O QUE DISSE NA DELEGACIA

Os PMs, sendo ouvidos pelos deputados no novo BEP05/12/2015 - O soldado Antônio Carlos Gonçalves Filho — preso pela morte de cinco jovens em Costa Barros — caiu em contradição em relação à dinâmica do crime. Ontem, ele negou a deputados da CPI dos Autos de Resistência que o carona de uma moto tivesse atirado contra sua guarnição. Na noite de sábado, entretanto, Antônio e o também soldado Thiago Resende Viana Barbosa garantiram, em depoimento na 39ª DP (Pavuna) que a troca de tiros teve início justamente com disparos dados pelo tal rapaz. No áudio da conversa entre os militares e os parlamentares, no novo Batalhão Especial Prisional (BEP), em Niterói, Antônio relata que uma outra viatura da unidade escoltou o caminhão de uma cervejaria que fora roubado na Estrada João Paulo. Na gravação, à qual o EXTRA teve acesso, o soldado conta que, depois da retirada da carreta, chegou uma “moto com um moleque de fuzil na garupa, com um fuzil AK-47 na garupa”, mas o rapaz não apontou a arma para os PMs. Antônio disse ainda que o jovem se assustou ao cruzar com os policiais, ultrapassou uma van e entrou na comunidade da Lagartixa. “Não tinha como a gente acertar eles”, explicou. O soldado disse também que o tiroteio só teve início quando o carona do Palio, com o corpo para fora do veículo, disparou contra os PMs, que reagiram. “Começou uma troca de tiros maluca, todo mundo dando tiro em todo mundo”.
Quatro policiais militares estão presos pela morte dos cinco jovensEm depoimento na delegacia, por volta de 8h de domingo, Antônio diz ter percebido a aproximação da “motocicleta com dois ocupantes, estando um carona com um fuzil” que atirou várias vezes ao se aproximar da viatura. Neste momento, segundo o soldado, ele e os outros militares reagiram. Thiago deu a mesma versão, na distrital. ‘Acordo de cavalheiro’, cita PM Também na conversa com os deputados, Antônio Carlos narra ainda que, depois de chegarem próximo ao caminhão roubado, que havia sido bloqueado pelo sistema de segurança, os PMs pediram reforço da supervisão do 41º BPM (Irajá). Com a chegada de um tenente e um aspirante da unidade, eles esperaram no local pelo funcionário da cervejaria. Neste intervalo, criminosos passaram armados, “entrando” “na frente” e “atrás” dos militares. “Só que naquele acordo de cavalheiros: ninguém dá tiro em ninguém.” Antônio ainda conta que, homens em um HB20 branco com fuzis para fora passaram a 50 metros da guarnição, que estava “no meio de duas comunidades, aguardando e preservando o local”. “Os moleques iam e voltavam no HB20”, acrescentou Márcio. Na segunda-feira, o major Moisés Sardemberg será ouvido na 39ª DP. Segundo depoimento dado pelo capitão Daniel Florentino, do 41º BPM, ele foi acionado do roubo de carga por Sardemberg, que teria uma empresa de segurança que presta serviços para uma cervejaria.
                            A viatura onde os PMs estavam, que também foi periciada
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