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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

DISSIDÊNCIA MARA CONGRESSO DO PMDB

Brasília. Vaias ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pedidos para que o vice-presidente Michel Temer "vista a faixa já" no lugar da presidente Dilma Rousseff (PT) e divergências sobre a continuidade da aliança com o governo petista marcaram o congresso do PMDB, realizado ontem.O vice-presidente, que desde sua chegada foi recebido com gritos de "Brasil pra frente, Temer presidente", chegou a ter o discurso interrompido por manifestantes, que exibiam bonecos infláveis com caricatura da presidente Dilma vestida com uma faixa presidencial na qual está inscrita a palavra "impeachment", e que pediam para que ele assumisse a Presidência.
Visivelmente constrangido, após segundos de silêncio, Temer respondeu aos manifestantes: "por enquanto não, obrigado". "Vamos esperar 2018. Vamos montar um candidato, um grande nome do PMDB. Estou encerrando minha vida pública", esquivou-se. Antes, questionado se o congresso de hoje poderia referendar alguma decisão neste sentido e eventualmente sinalizar a escolha de um candidato, Temer afirmou que 2018 será avaliado apenas "em 2017".
No discurso, Temer repetiu a declaração que deu em agosto - de que é preciso encontrar "alguém capaz de reunificar" o País - e que gerou mal-estar no governo, mas aos jornalistas ressaltou que o PMDB "não vai sair" do governo. O vice ainda tentou minimizar as dissidências no partido e disse que elas são naturais. 'Isso é natural, nós temos que colaborar com o País, mesmo as pessoas que querem sair do PMDB querem colaborar com o País", afirmou. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que também chegou ao lado de Temer e Cunha, evitou falar em saída do PMDB da base aliada do governo. "O momento é de colaborar com saídas, apontar caminhos e direções. O PMDB está querendo prestar esse papel", afirmou. Mesmo tentando evitar críticas diretas ao governo Dilma, a direção do partido deixou claro que haveria espaço para que todos se manifestassem. O próprio governo já esperava.                                                    
                                                                                                                                                            
Vaias

Investigado por crimes de corrupção e suspeita de contas irregulares na Suíça, Cunha chegou ao evento ao lado de Temer e, mesmo "blindado", ao iniciar seu discurso, foi alvo de vaias de um pequeno grupo que estava na plateia. Em sua fala, Cunha repetiu sua defesa ao distanciamento do PMDB do governo e reforçou a necessidade de candidatura própria à Presidência da República, em 2018. "Essa voz (do PMDB) não pode ser abafada por meia dúzia de carguinhos", disse, referindo-se aos sete ministérios que o partido possui no governo. "O PMDB terá candidato em 2018. Isso é inevitável", reforçou.
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