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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

EM DISPUTA ACIRRADA, RENAN É REELEITO PRESIDENTE DO SENADO

02/02/2015 - Em uma disputa acirrada, Renan Calheiros (PMDB-AL), 59, foi reeleito presidente do Senado Federal neste domingo, 1º. Com o apoio do Planalto, o peemedebista vai presidir a instituição pela quarta vez nos próximos dois anos.
Renan recebeu 49 votos contra 31 de Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), seu adversário na disputa. Um senador votou nulo. A votação foi secreta.
Apesar dos 18 votos de vantagem frente ao colega de sigla, Renan precisou costurar apoios, prometer cargos no Senado e negociar com a oposição para garantir a vitória.
Foi a votação mais apertada para o peemedebista nas quatro vezes em que disputou o cargo.
Luiz Henrique recebeu o apoio de sete partidos, além de senadores de outras siglas que aderiram à sua candidatura. Somadas, as bancadas de seus apoiadores garantiriam pelo menos 34 votos ao candidato independente, o que não ocorreu na prática.
No PSDB, houve dissidências admitidas por membros da sigla. Na véspera da disputa, Renan procurou o presidente do partido, Aécio Neves (MG), para pedir apoio.
O PT, segunda maior bancada do Senado, declarou publicamente a adesão à candidatura de Renan. O Planalto mobilizou ministros para buscar votos em favor de Renan, de olho no apoio do peemedebista no Congresso.
Após ser eleito, Renan disse que a disputa é “passado” e vai trabalhar para ser representante de todos senadores.
“Desejo renovar meu firme compromisso pela autonomia e independência do Senado Federal, por sua modernização, transparência e coletivização das decisões dessa direção”, afirmou Renan.
Antes da votação, Luiz Henrique disse ter recebido mensagens “aflitas” da população, com pedidos para mudanças de rumo no Congresso. “Quando o presidente do Congresso Nacional se verga para pedir favores ao Executivo, ele perde a autonomia necessária”, afirmou.
Renan assume o novo mandato sob a ameaça de ser um dos políticos citados na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Em conversas com aliados, o peemedebista disse estar disposto a enfrentar as denúncias no comando do Senado, caso seja citado.

Renúncia
Em 2007, na presidência da Casa, Renan renunciou ao cargo para escapar da cassação em meio a denúncias de uso de recursos de uma empreiteira para pagar pensão à filha. Em 2013, também foi alvo de protestos de manifestações populares que pregavam o “Fora Renan”, mas encerrou seu mandato na presidência sem percalços.
Os demais integrantes da Mesa do Senado serão escolhidos nesta terça, 3. Também serão definidos presidências e vice-presidências das comissões técnicas. Os senadores apressaram o fim da sessão para irem ao casamento da ministra licenciada da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB), que contou com a presença da presidente Dilma Rousseff. 

Folhapress
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