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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

BNB se mantém no noticiário com empréstimo sob suspeita

BNB se mantém no noticiário com empréstimo sob suspeita               

  
bnb-agenciaO Banco do Nordeste amargou, nessa terça-feira, mais um dia de noticiário negativo com a decisão do Ministério Público Federal do Ceará em pedir à Polícia Federal investigações sobre a dispensa de fiança em um empréstimo de R$ 830 milhões ao Grupo Petrópolis, fabricante da cerveja Itaipava. O mais estranho é que, segundo reportagem da Revista Época, edição do último final de semana, a operação de dispensa de fiança foi definida em 24 horas.
A denúncia contra o BNB manteve a instituição no
noticiário nacional negativo e entrou na agenda dos primeiros dias de atividades do Congresso Nacional. Deputados federais e senadores de oposição querem saber porque o Banco do Nordeste demora tanto para atender a pedidos de negociações ou concessão de empréstimos para pequenos produtores rurais, enquanto que, em negociação com um grande grupo empresarial, elimina etapas e burocracia.
O fato que manteve o BNB na agenda da imprensa brasileira, com espaços nas redes nacionais de emissoras de rádio e televisão, de jornais e principais sites de notícias, foi a decisão da Procuradoria da República no Ceará de abrir investigações para descobrir se houve irregularidades na concessão de dois empréstimos – que somam quase R$ 830 milhões – concedidos pelo Banco do Nordeste (BNB) à Cervejaria Itaipava.
O BNB, de acordo com reportagem da revista Época no último final de semana, teria dispensado a empresa de uma fiança que servia como garantia do empréstimo, o que, em tese, aumenta os riscos para a instituição financeira.
Segundo a reportagem, os dois empréstimos, destinados a construir fábricas na Bahia e em Pernambuco, ocorreram em meio às eleições do ano passado. Dias após ser favorecida com a decisão do Banco do Nordeste, a Cervejaria Petrópolis – dona da Itaipava – doou R$ 17,5 milhões à campanha da presidente Dilma Rousseff.
O Ministério Público Federal no Ceará vai investigar o caso nas esferas criminal e cível. O procurador da República Edmac Trigueiro requisitou à Polícia Federal a instauração de inquérito para apurar se houve crime de gestão fraudulenta e identificar os responsáveis.
Já o procurador da República Oscar Costa Filho, membro do Núcleo de Tutela Coletiva, requisitou à presidência do BNB, também informações e documentos relacionados aos empréstimos. Ao Tribunal de Contas da União (TCU), o MPF enviou ofício requisitando providências para apurar o caso.
As informações e documentos requisitados por Costa Filho vão subsidiar inquérito civil público em tramitação desde 2013 no MPF para investigar a concessão de empréstimos realizados pelo banco. Em 2014, com base nesse inquérito, o procurador ingressou com ação na Justiça Federal para buscar corrigir, diante de indícios de gestão fraudulenta, a administração da liberação de recursos. A ação encontra-se sob segredo judicial.     
   

                                                                                                                            fonte: céara agora


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